Guanambi e mais cinco aeroportos regionais não recebem propostas em leilão de privatização
Falta de interesse do setor privado levanta questionamentos sobre modelo de concessão, viabilidade econômica e futuro da aviação regional no país

O leilão do programa AmpliAR, criado para ampliar investimentos e modernizar aeroportos regionais em todo o Brasil, terminou com um resultado abaixo do esperado pelo governo federal. Dos equipamentos ofertados, seis aeroportos não receberam nenhuma proposta — entre eles, o Aeroporto Isaac Moura Rocha, em Guanambi (BA), gerando preocupações sobre a viabilidade do projeto e o futuro do transporte aéreo regional.
Segundo reportagens de diversos portais nacionais, o objetivo do AmpliAR era atrair empresas interessadas em assumir a gestão, manutenção e expansão desses aeroportos por meio de concessões de longo prazo. No entanto, a ausência de lances em blocos estratégicos mostrou que o mercado não demonstrou interesse suficiente, frustrando expectativas.
Guanambi está entre os aeroportos que ficaram de fora
O Aeroporto de Guanambi, considerado um dos principais da região do Sertão Produtivo, não recebeu nenhuma oferta durante o certame, repetindo o cenário observado em outros cinco aeroportos regionais espalhados pelo país.
Fontes do setor ouvidas por veículos como Agência Brasil e CNN afirmam que os motivos para a falta de propostas podem incluir:
- baixo fluxo de passageiros;
- demanda limitada de voos comerciais regulares;
- receio de baixa rentabilidade das operações;
- custos elevados de manutenção e operação;
- preferência das empresas por aeroportos já consolidados.
Para cidades como Guanambi, o resultado representa um balde de água fria nas expectativas de modernização e atração de novos voos comerciais, um tema que há anos integra o debate público local.
Frustração no governo e alerta sobre o modelo de concessão
O governo federal havia anunciado o AmpliAR como uma das maiores iniciativas para descentralizar a aviação brasileira, criando hubs regionais e fortalecendo aeroportos estratégicos.
Entretanto, com seis aeroportos sem interessados, especialistas afirmaram a portais como Estadão e Valor Econômico que o modelo de concessão pode precisar ser revisto, já que “a iniciativa privada só entra onde há perspectiva sólida de lucro”.
Entre os pontos destacados por analistas estão:
- possíveis excessos de exigências no edital;
- necessidade de maior compartilhamento de risco com o governo;
- ausência de incentivos fiscais mais robustos;
- pouca previsibilidade de demanda em regiões menores.
Próximos passos: governo estuda nova rodada ou ajustes no programa
Diante do resultado, portais especializados em infraestrutura destacaram que o governo deve:
- reavaliar os editais;
- ajustar parâmetros financeiros;
- incluir novos incentivos;
- ou até realizar uma segunda rodada do AmpliAR para tentar atrair mais empresas.
Ainda não há definição oficial, mas fontes internas afirmam que o fracasso parcial do leilão acendeu um alerta sobre a necessidade de planejamento mais cuidadoso na aviação regional.
Conclusão
A falta de interesse no aeroporto de Guanambi e em outros cinco aeroportos regionais expõe um desafio que o país ainda não conseguiu superar: construir um modelo eficiente e atrativo para garantir a modernização da aviação regional.
Enquanto não houver revisão profunda do AmpliAR e políticas mais adequadas à realidade das cidades do interior, aeroportos como o de Guanambi continuarão diante do mesmo impasse — sem investimentos, sem novas rotas e sem perspectivas claras de desenvolvimento.

