Chaos no Ringue: Confusão Generalizada Marca a Luta Popó × Wanderlei Silva
Após desclassificação de Wanderlei por golpes ilegais, equipes invadem o ringue, socos voam e o combate vira um prenúncio de violência institucional dentro do esporte

O que deveria ser uma celebração do boxe terminou em pancadaria. No Spaten Fight Night 2, realizado em São Paulo, a luta entre Acelino “Popó” Freitas e o ex-lutador de MMA Wanderlei Silva transformou-se em um episódio violento e controverso, com trocas de acusações, agressões fora dos limites e o clima de confronto extrapolando o ringue.
O gatilho: desclassificação e cabeçadas
Wanderlei Silva foi desclassificado no quarto round após cometer repetidas cabeçadas ilegais contra Popó — ao menos três infrações foram registradas durante o combate. A desclassificação foi a gota d’água: ao soar do anúncio oficial do vencedor, membros das comissões dos dois lados invadiram o ringue, iniciando o tumulto.
O soco que derrubou
Imagens que viralizaram mostram que Rafael Freitas, filho de Popó, desferiu um soco nas costas de Wanderlei, derrubando-o desacordado no centro do ringue. Segundo relatos da equipe de Werdum (corner de Silva), o golpe também atingiu o nariz do ex-lutador e causou cortes no rosto. Silva foi retirado do ringue, encaminhado a um hospital e, após cuidados, liberado.
Troca de versões e acusações cruzadas
Wanderlei Silva não hesitou em apontar culpados. Em pronunciamento, afirmou ter sido “covardemente agredido” e responsabilizou a equipe de Popó por invadirem o ringue e iniciarem hostilidades mesmo antes do fim do combate. Ele relata ter levado o primeiro golpe nas costas e outro no rosto, sofrendo forte dor de cabeça e sangramento no olho. Popó, por sua vez, admitiu que a situação fugiu do controle, e se desculpou, afirmando que o ringue deveria ser palco apenas do duelo entre ele e Silva — não da batalha entre comissões. Ele também alegou ter sido alvo de agressões durante a confusão e culpou o corner adversário por antecipar o confronto.
Lesões e consequências médicas
Durante a confusão, Wanderlei Silva sofreu lesões visíveis no nariz e cortes faciais. O corner Fabrício Werdum falou que Silva precisou de pontos nos olhos e fez exames para comprovar a gravidade do golpe. Curiosamente, Popó também foi ao hospital, desta vez em Salvador, alegando ter sido atingido durante o tumulto por integrantes da equipe adversária — mencionando um técnico de Wanderlei como autor da agressão.
Reflexos institucionais e éticos
A briga generalizada levanta questões sobre segurança, controle de comissões e a ética no esporte. Organizações esportivas já anunciam que analisarão imagens e depoimentos para definir punições aos envolvidos. Também se questiona até que ponto eventos de exibição devem permitir cláusulas e segurança reforçada para evitar que rivalidades pessoais contaminem o espetáculo esportivo.
Para muitos observadores, o episódio mancha a luta de veteranos e expõe o descontrole que pode surgir quando o ciúme de protagonismo e rancores acumulados se encontram em um ringue. A expectativa agora é de transparência nas apurações e responsabilização clara dos que ultrapassaram o limite do debate esportivo.

